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GRUPO

A ESCOLA CULTURAL ZUNGU CAPOEIRA – E.C.Z.C é um trabalho novo que foi fundado dia 06 de dezembro de 2006, pelo professor Cacá e seus alunos e graduados. Tem como principal desafio, inovar o método de trabalho na capoeira, sem descaracterizar suas tradições e seus rituais, tal como sua essência que provém de uma manifestação popular. O principal objetivo é buscar aprimoramento técnico respeitando o princípio da individualidade, atendendo as necessidades de cada pessoa, ou cada instituição que deseja trabalhar com a capoeira, em parceria com a E.C.Z.C.

Se você procurar o verbete ZUNGU no dicionário Aurélio, vai encontrar o seguinte: ZUNGU (do quimbundu nzangu, barulho). S.M. Bras. S. l. V. cortiço (2) “São os míseros escravos das senzalas, dos zungus e cafundós… festejando o São João, dançando o cateretê.” (Martins Fontes, A Dança, p 90) 2. Conflito sem gravidade; bagunça, confusão, desordem.

No dicionário Banto, de Nei Lopes, a definição é um pouco diferente: ZUNGU, s.m. (1) cortiço, caloji. (2) desordem, barulho (FF). (3) Baile reles. (4) Habitante de cortiço (CT) – do quimbundo nzangu, barulho, confusão, conflito. Q. v. tb. O quicongo nzungu, panela, caldeirão.

Mas, na história do negro no Brasil, ZUNGU é muito mais do que isso. Esse era o nome pelo qual eram conhecidas as “casas de angu” no Rio de Janeiro do séc. XIX (lugares de panelas e de barulho, festa e confusão, uma soma de nzangu e nzungu).

As casas de angu eram verdadeiros quilombos dentro das cidades, onde os negros faziam seus batuques, suas danças, reverenciavam seus orixás, inquices e voduns. Os Zungus formavam uma rede de apoio aos escravos fugidos e africanos recém chegados, eram casas que recebiam escravos e libertos de todo o Brasil (muitos da Bahia) e do mundo. Ali era o centro da cidade negra, a cidade escondida.

Angu

Gravura de Debret, chamada NEGRAS VENDEDORAS DE ANGU (1834-1839)

Nos Zungus, comandados na sua maioria por mulheres negras (as mesmas que cozinhavam angu pela cidade, alimento principal das camadas populares na época) ou libertos minas, a cultura “urbana negra brasileira” se desenvolveu e de lá se expandiu.

Nos Zungus, os negros, que tiveram seus familiares separados, criaram novas famílias. Ali, os capoeiras se refugiavam e trocavam informações, praticando suas cabeçadas, rasteiras e rabos de arraia. Zungu é o “rumor de muitas vozes”, casa de liberdade e resistência, local de tradição africana e brasileira, uma rede familiar e de irmãos. Isso, no século XIX e, agora, no século XXI.

“A capoeira, uma tradicional manifestação cultural brasileira, pode ser um valioso veículo na educação do ser humano. Ela traz consigo, um universo ainda pouco explorado, mas que oferece uma grande contribuição na arte de educar e auxiliar na formação do caracter e da personalidade do homem.”

Nós da Escola Cultural ZUNGU Capoeira temos imenso orgulho de representar, resgatar e preservar a cultura e a história de nossos antepassados, através das diversas manifestações culturais desenvolvidas dentro da nossa Escola.

Sede_ECZC

Sala de rodas da sede da Escola Cultural Zungu Capoeira

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